sexta-feira, 27 de março de 2009

ATUALIZACOES e BAIRRO ARABE

Atualizacoes:
1) Fernanda lembrou que eu nada disse a respeito daquele palacio que aparece nas fotos de Malaca. Realmente foi esquecimento. Esse e o terceiro ponto alto de Malaca. O palacio em questao e uma replica de outro que existiu perto dali, no seculo XV. Ele servia de morada ao Sultao, e hoje abriga um museu que retrata em seu interior cenas tipicas da epoca. Em frente ao palacio ha uma copia dos famosos jardins proibidos, local onde as muitas esposas do Sultao poderiam passear livremente sem ser incomodadas por outros homens.

2) Sabe o grupo folclorico do night safari? Pois foram presos por trafico de drogas. Uma loucura que costuma ser paga com a propria vida por aqui. Quando sair a sentenca eu conto.

3) E o dragao de Komodo? O da boca suja, lembra? O nojento mordeu um homem que acabou morrendo de infeccao no hospital. Eu bem que disse que o bicho era podre.

Bairro Arabe:
Na semana passada fiz 26 anos junto do Joao, tadinho. Fomos comemorar num lugar lindinho, Bairro Arabe. O lugar e um pedaco do mundo arabe por aqui. A arquitetura e tipica e vemos fachadas lindas. Tambem encontramos muitos restaurantes e lojas de produtos especializados - muito tecido, roupas e artesanato. Cada veu lindo de morrer, da ate vontade de usar. A gente entra no clima rapidamente quando cruza com homens de longas barbas, vestindo tunica e turbante e mulheres usando os veus.



O restaurante que escolhemos era bem exotico e eu uma mocinha provei algumas comidas tipicas. E valeu a pena, tudo delicioso. Sopa de cogumelos. Pao de alho e ervas e pao arabe, acompanhados de Babaganoush (pasta deliciosa de beringela) e Humus (pasta tambem gostosissima de grao de bico). Kafta, frango e carneiro assados, com um arroz xexelento e grudado (esse eu passei) e batatas assadas. Tudo com um molho de pimenta e limao dos deuses, tao gostoso que precisamos de mais pao para limpar o prato. Ah e depois dessa mixaria de comida, um pudim e sorvete de sobremesa. Voltei para casa rolando.

O pao arabe, tao famoso no Brasil, por aqui e chamado de pita.

Acabei voltando no dia seguinte para passear mais um pouquinho e fazer umas fotos.




Este e o Sultan Mosque, uma mesquita contruida em 1928. Tem uma arquitetura belissima e a sua cupula dourada domina o ceu de dia e de noite.






Na proxima sexta feira, 03 de abril viajamos para a China e Hong Kong e por isso so deverei fazer novas postagens em meados de abril. Mas espero vir cheia de novidades e belas imagens. As malas ja estao prontas e apesar da implicancia das meninas levo comigo uma velha camisa do Brasil, tao lindinha verde e amarela.

Beijos e Feliz Pascoa a todos!

terça-feira, 24 de março de 2009

MALACA

Novamente fomos a Malasia, desta vez escolhemos Malaca. O guia da folha de Sao Paulo que comprei ainda no Brasil mostra destinos muito interessantes. Sei naoo!

Porque Malaca?
Porque sempre soubemos que era uma cidade com ares portugueses perdida no meio da asia. Foi colonia de Portugal de 1511 a 1641. Mas tambem foi colonia alema e inglesa e por muito mais tempo. Resumindo, de portugues sobrou um bairro decadente com 4 ruas com nomes de Teixeira, Oliveira, Pereira e Azevedo. E um velho hotel chamada Lisbon (nem Lisboa era, pode?)

Saimos de manhazinha para a cidade de Malaca, viagem de cerca de 2 horas. Tempo lindo. Como bom gato escaldado, dessa vez fomos sem decote ou barriga de fora, e com muitos pacotinhos de lenco de papel na bolsa. Rolo de papel higienico e meio ultrapassado!

Viagem tranquila, chegamos a Malaca com portal de boas vindas ate bem bacaninha. Entramos na cidade atraves de umas "favelas", tudo meio feio e pobre. Nao esquenta, deve ser o suburbio, vai melhorar. Anda mais uns km, cade que melhora? Sei nao essa cidade e meio estranha. Liga o GPS, coloca o nome de uma rua bem no centro, espera o danado achar....... Meu Deus, ja estamos no centro. E essa e Malaca, uma cidadezinha minuscula, sem nenhuma graca, lotada de turista, sabe-se la o porque. A praia - podre de lama, o rio que corta a cidade - um esgoto. E eu que levei biquini e tudo. Mas ja que estamos aqui o jeito e tentar nos divertir

Fizemos umas voltas de carro para reconhecimento, era tudo de ruim mesmo. Entao ficamos rodando a pe e tentando entrar no clima da cidade. A cidade ate pode ser pitoresca, do ponto de vista da diversidade cultural, novamente encontramos pessoas de todas as racas. Pontos altos: 1) o bairro de Chinatown, bem pobrezinho mas muito colorido, alegre, vibrante mesmo. Otimo para comprar artesanato e a noite fica uma delicia, cheio de barzinhos, lotados de gringos. 2) as ruinas da igreja construida pelos portugueses. Quem diria achamos alguma coisa genuinamente portuguesa!

Voltamos para casa no dia seguinte, meio frustrados e tentando convencer as meninas que tinha valido a pena. Afinal e sempre bom conhecer lugares novos, nem que seja so para poder recomendar para ninguem ir ate la.

Mas a melhor parte ficou em casa, ao baixar as fotos, surpresa a cidade e tao bonitinha. Sera que nos estivemos nesta cidade mesmo? Vai entender. Veja voce mesmo.




domingo, 22 de março de 2009

THAIPUSAM



Hoje a postagem sera dedicada ao Thaipusam, um festival religioso diferente de tudo que estou acostumada a ver. Se bem que no Brasil ja presenciei algumas manifestacoes religiosas bastante estranhas e algo exageradas.

O Thaipusam e uma celebracao hindu, comemorada anualmente, que sauda o nascimento do Deus Muruga, filho de Shiva e Parvati. Este ano foi comemorado no dia 8 de fevereiro. A celebracao, da forma como presenciei, so e permitida em Cingapura e na Malasia. E uma penitencia em favor de gracas a serem alcancadas. Os fieis apos uma iniciacao dentro do templo localizado em Little India, seguem em procissao levando oferendas e altares. Durante a procissao sao recepcionados em altares construidos por outros fieis que se penitenciam rendendo homenagens aos passantes por meio da lavagem de pes. Caminham cerca de 5 Km ate outro templo hindu. Familias inteiras estao envolvidas na celebracao, mas apenas um membro da familia faz o sacrificio maior.

No templo, o fiel e preparado em um ritual de purificacao que consiste no cantico de mantras, dancas, jejum e ingestao de uma bebida sagrada que o levam a uma especie de transe. A coisa toda e muito barulhenta, confusa e pesada. Fazem uso de pandeiros, chocalhos e apitos e muito grito de exaltacao que tem como fim incentivar o sacrificado. Confesso que fiquei meio assustada com essa manifestacao e com o que relato agora. Depois que a pessoa entra em transe, ficando com um jeitao de drogado, permite que lhe sejam enfiadas pelo corpo agulhas, lancas e anzois. Ele e perfurado na boca e pelos labios, no torax, abdomen e bracos. Nestes espetos sao pendurados enfeites, armacoes e frutas. A pessoa fica parecendo uma alegoria de escola de samba, nas fotos vai dar para entender melhor. A coisa toda e muito intensa e chocante.

Durante a procissao as familias se mantem entoando aos gritos os mantras, e os espetados caminham meio alheios a tudo, de vez em quando alguem precisa puxar por eles conduzindo para o caminho certo.

O festival se completa com milhares de indianos e gringos de todos os cantos, inclusive nos, que ficam ao longo das calcadas observando, ou nao se contem e saem juntos em procissao.
Confira voce mesmo.






















sábado, 21 de março de 2009

BIRD PARK

Eu prometi e vou contar, mas pense numa preguica grande escrever sobre um programao de indio brabo que a gente se enfiou.
O tal Jurong Bird Park como o nome sugere fica em Jurong, um bairro mais afastado do centro, e pertinho do trabalho do Joao. Tem um monte de passaros, e todos me dizem que muitos passaros sao bem exoticos. Eu nao sei se e ma vontade minha (nao sou la muito fa de passarinho) ou se foi o calor infernal (acho que fazia uns 500 graus a sombra e umidade relativa do ar de 300%), mas nao vi nada de bom por la. Ou talvez ainda seja porque sou brasileira e o que nao nos falta e passaro. Bom, mas ja que voces me pagam esse dinheirao todo vou contar o que vi, mas antes vou ligar o ar condicionado para sentir frio e tentar esquecer do calor do parque.
Numeros: 20,2 hectares
8000 passaros
600 diferentes especies.
So por ai da para imaginar o risco enorme que a gente passou de sair, digamos assim, borrado por algum tipo de excremento animal. Apesar de toda organizacao, nos deparamos com muitas pistas do que acontece no intestino dessa montoeira de passaros.
O parque como todos os que mostram passaros e cheio de super gaiolas. Mas aqui algumas sao tao grandes que a gente entra e nem percebe o que e. Nestes grandes viveiros os bichos ficam livres, leves e soltos voando de um lado para o outro e parando para beber na nossa mao uma misturinha doce.


Vimos passarinho, papagaio, arara, faisao, pavao, pato, cisne, marreco, galinha, aguia, coruja, avestruz, ema, pelicano, flamingo e sei la mais o que. Resumindo, nada que o meu pai ou a tia Maria ja nao tenha criado.
Ah, tambem vimos muitos jardins e lagos.


Diferente: so algumas coloracoes e umas plumagens meio punks.


Lindinhos: os pinguins.


Digno de nota: um ancestral de dinossauro com o nome de Cassowary. Grande e de visual exotico: com papo de peru, cauda de pavao, pata de elefante e tamanho de avestruz. E nativo do norte da Australia e Papua Nova Guine. Costuma ser considerado o mais perigoso dos passaros devido a forca das suas pernas e tambem das esporas tipo punhal que possui em suas patas enormes. Na testa apresenta um osso, prolongamento do cranio, muito duro e com aparencia de pedra, tambem utilizado para ataque.


Premio esquisitao: Nos.


Ufa!!! Acho que depois de tanto bicho conquistei o direito de ir ao shopping e depois escrever a respeito. Brincadeirinha.

sexta-feira, 20 de março de 2009

NIGHT SAFARI

Outro final de semana, outro passeio para ver bichos, desta vez o night safari. Este parque foi inaugurado em 1994, adjacente a area do Singapore Zoo e a Reserva Upper Seletar, ocupa 40 hectares de mata e abriga 120 especies das quais 29% ameacadas de extincao. O parque abre as 19h, entao as 18h ja estavamos a postos aproveitando para um lanchinho antes do safari comecar.
A entrada do Nigth Safari e bem diferente, a iluminacao e feita por meio de tochas e lanchonetes, restaurantes e lojinhas sao decorados em estilo africano, que e para a gente ir entrando no clima. Enquanto comiamos ia rolando um show bem animado com um grupo folclorico fazendo as vezes de uma tribo africana. Musica boa e fogo sendo cuspido pela boca, com direito a gringo animado que subiu no palco e rebolou um bocado.


Entramos no parque e pegamos um trenzinho para comecar a exploracao. O trem vai se deslocando por algumas trilhas e se embrenhando mata adentro. Eu super corajosa de andar no meio da floresta, no escuro, logo dei a mao para a Camilinha muito corajosa tambem, no alto dos seus 4 anos de idade.
O passeio consiste em olhar ora a esquerda, ora a direita e observar os animais que vao aparecendo. Teoricamente veriamos como a bicharada se comporta a noite, porem a maioria estava num sono medonho. Tinha bicho cochilando estacionado quase no meio da estrada, e bicho dormindo mais escondido, estragando o nosso prazer.


Esse aqui em cima e o tapir, um tipo de anta, grande para caramba, vive no sul da asia. Vimos de dia no zoo e a noite, no maior ronco, na beira da estrada. Essa foto nao e minha, mas foi a que consegui.

Neste zoologico a maioria do bichos tambem vive em espacos livres e grandiosos separados das pessoas por pequena ou nenhuma barreira. Ate ai nada muito diferente do que tinhamos visto no outro zoo.

Depois deste passeio de quase 1 hora, comecou a parte interessante. Caminhar pelas trilhas, no escuro e sem guia, so com a ajuda do mapa. Para mim e para a Camilinha que ja revelei ha algumas linhas o quanto somos corajosas, foi uma aventura e tanto. Mas o resto do grupo parecia estar andando na praia ao sol de meio dia, nem ligavam pro breu e pros bichos.

Anda pra ca, anda pra la vimos alguns animais bem ativos: o leopardo, o leao preguicoso que agora estava bem desperto, as doninhas que continuavam doidonas e virava e mexia faziam a maior algazarra, parecendo uns ingleses bebados saindo do pub.

Pontos altos 1: Viveiro de morcegos - Urgh!! Nem pensar! Camila empacou na porta e disse nao entro mesmo, eu solidaria aproveitei para cuidar dela e deixar seus pais aproveitarem a delicia de entrar numa gaiola cheia de lindos morceguinhos. Todos adoraram, to fora!

Pontos altos 2: Giant Flying Squirrels - Esse tal animal, traduzindo, acho que seria o grande esquilo voador, e bem diferente de tudo que eu ja tinha visto. E um roedor de tamanho medio, que vive principalmente na indonesia e ficou famoso quando apareceu no desenho animado Na era do gelo III, mas eu mesma nunca tinha ouvido falar sobre ele.
O esquilo fica em uma super gaiola, entao precisamos entrar nela para observa-los. Eu e minha parceira de aventura chegamos a pensar em novamente nao entrar, mas nos enchemos de brios e encaramos juntas essa empreitada. E valeu a pena, logo ao entrar percebi uma sombra enorme planando sobre minha cabeca, era o bicho. Muito maneiro, parecia um cobertorzao bem peludo que ao pousar na arvore se transformou num esquilinho. Nem todos viram e mesmo eu que vi nao me dei por satisfeita porque so vi de relance. Contamos no total 6 esquilos de aparencia comum, comendo nas arvores sem a menor pinta que iriam sair voando. Esperamos uns 15 minutos e nada, ja eram umas 23:30h e todo mundo cansadissimo. Eu me revoltei e falei bem alto pro tal esquilo: -So saio daqui quando voce voar. Vamos ver quem cansa primeiro. Deitei no chao e pelo visto todos acharam excelente ideia porque aos poucos foram deitando aqui e ali. Mais alguns minutos e para nossa surpresa eles comecaram a cruzar de uma arvore para outra, uma delicia. Na verdade, eles não voam, apenas planam - depois de saltar, abrem as patas, que são ligadas por membranas finas que dão maior aerodinâmica para planar. Usam a calda como leme e atingem ate 1.20m de comprimento, ao voo. A trajetoria do voo e para baixo, em horizontal e finalmente para cima. Dependendo da altura da arvore que ele salta pode fazer voos de ate 40 minutos.


Com essa de ficar vendo esquilo voar deu meia noite, hora que fecha o zoo, e nem percebemos. Saimos da gaiola na maior felicidade e demos com uns chineses com olhao arregalado (se e que eles conseguem arregalar olho) do tipo o que voces ainda estao fazendo aqui. Falaram em chines no radinho e colocaram a gente dentro do trenzinho que levava para a rua. Aproveitando esse retorno motorizado e gratuito, prestei atencao no que dizia a guia e reparei que uma parte do caminho se da dentro de uma simulacao de floresta tropical, mata densa, e com um frescor delicioso para terminar a noite lembrando do Brasil.
No final o passeio valeu super a pena, foi surpreendente. Quem perdeu foi a Gugu, que preferiu ir a balada porque era sabado a noite. Agora so falta conhecer o Bird Park.